A NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

(Primeira estrofe)

Ó Mãe querida, desde minha infância
Teu semblante encantou meu coração;
Lia em teu olhar tua ternura
E achava, junto a ti, felicidade.

(Estribilho)

Lá nas plagas do céu, Virgem Maria,
Hei de ver-te, depois de meu exílio,
Mas, aqui nesta vida, tua imagem
É sempre meu socorro a toda hora!

(Segunda estrofe)

Quando era boazinha e obediente,
Tinha a impressão de que sempre me sorrias,
Mas se era, às vezes, meio levadinha,
Eu cria ver-te sobre mim chorando!

(Terceira estrofe)

Ao escutar minha oração tão simples,
Mostravas-me carinho maternal
E eu encontrava, ao ver-te sobre a terra,
Prelibadas delícias de meu céu.

(Quarta estrofe)

Enquanto luto, ó minha Mãe querida,
Tornas minh'alma forte no combate,
Pois sabes que, na tarde da existência,
Quero ofertar Padres ao Senhor!...

(Quinta estrofe)

Doce Imagem de Mãe, eternamente,
Meu tesouro serás, minha alegria.
E quero, em minha hora derradeira,
Fixar ainda em ti o meu olhar.

(Último estribilho)

Depois, voando às plagas celestiais,
Vou assentar-me, ó Mãe, em teus joelhos
E aí, sem dividi-los com ninguém,
Receberei teus beijos de ternura!...

Lembrança de um retiro abençoado - março de 1897
(Teresa do Menino Jesus para sua irmãzinha)