16 de julho de 1896

A NOSSA SENHORA DAS VITÓRIAS
RAINHA DAS VIRGENS,
DOS APÓSTOLOS E DOS MÁRTIRES

Vós que realizais minha esperança,
Escutai, doce Mãe o humilde canto,
Canção minha de amor e gratidão
Que vem do coração de vossa filha...

Vós que , um dia, me unistes para sempre
À trabalhosa ação de um Missionário,
Pela oração que cria laços,
De um amor vinculado ao sofrimento.

Compete a ele atravessar a terra
Para pregar o nome de Jesus.
Ficarei à sombra do mistério,
Praticando virtudes pequeninas.

Reclamo para mim o sofrimento.
Meu amor, meus desejos são de cruz...
Para ajudar a salvar uma só alma,
Mil vezes gostaria de morrer!...

Por ele que conquista almas para Deus,
Desejo imolar-me no Carmelo.
E por meio dele espalharei as chamas
Que Jesus Cristo trouxe lá do Céu.

Por meio dele, ó encantador mistério,
Até lá no Su-tchuen oriental,
Posso conseguir tornar amado
O nome virginal da Mãe querida!...

Dentro de minha solidão profunda,
Quero, Mãe, ganhar os corações.
E por meio de vosso Apóstolo distante,
Poderei converter os pecadores.

Por meio dele a água santa do batismo
Transformará a criança de um só dia
Num templo consagrado ao próprio Deus,
Que nele irá habitar com Seu amor.

Quero povoar, com pequeninos anjos,
O céu morada eterna e reluzente...
Por ele falanges infantis
Irão em revoada para o céu!...
A palma do martírio que almejo,
Por meio dele poderei colher.
Ó que bela esperança, Mãe Querida:
Irei me tornar irmã de um Mártir!!!

Quando deixar o exílio desta vida,
No entardecer da luta gloriosa,
Iremos saborear, juntos na Pátria,
Frutos que, como apóstolos, colhemos.

Pertence a ele a glória da vitória
Diante dos exércitos dos santos;
A mim... basta o reflexo de sua glória
Por toda a eternidade, lá nos céus!...

A irmãzinha de um Missionário