* Ano da Fé

ANNUS FIDEI

Este é o Tempo Favorável! É Hoje o dia da salvação!

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Porta Fidei

É Cristo quem quer nos reunir debaixo de Si “como a galinha abriga os seus pintinhos sob as suas asas”!

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A Fé em Santa Madre Teresa de Jesus

Stª Teresa de Jesus

*Citaremos  algumas passagens dos seus escritos

- Livro da Vida 19,9: “o demônio jamais teve forças para tentar-me de um modo que me levasse a duvidar de que vós, Senhor meu, tendes todos os bens, nem de qualquer coisa de , parecendo-me que, pelo contrário, quanto mais longe do caminho natural as coisas, mais firme era a minha fé e maior a minha devoção.”

- Vida 25,12: … “Considero muito certo que o demônio não enganará – nem Deus lhe permitirá fazê-lo – a alma que em nada confia em si e está fortalecida na fé, uma alma que entenda que é capaz de morrer mil vezes por uma verdade. Com esse amor à fé, que Deus logo infunde, gerando uma fé viva e forte, a alma deve procurar sempre seguir o que ensina a Igreja, perguntando a uns e outros, como quem já tem pés fincados com vigor nessas verdades, não podendo nenhuma revelação imaginável – mesmo que o céu se abrisse – demovê-la em um único ponto do que a Igreja ensina.”

- Relações 2,3: “Vejo-me muitas vezes com tão grande , tendo o parecer de que Deus não pode faltar a quem O serve…”

- Caminho de Perfeição 34, 6-8; Referindo a si mesma, ela escreve: “essa pessoa recebera do Senhor umatão viva que, quando ouvia algumas pessoas dizendo que desejavam ter vivido no tempo em que Cristo, nosso Bem, habitava o mundo, ria de si para si por lhe parecer que, estando Ele (Jesus) presente tão verdadeiramente no Santíssimo Sacramento como naquela época, que mais se poderia querer?

Também é do meu conhecimento que essa pessoa, durante muitos anos, embora não fosse muito perfeita, quando comungava, tentava reforçar a, agindo como se visse com os olhos corporais o Senhor entrar em sua casa; e, como acreditava que o Senhor de fato entrava em sua pobre morada, ela desimpedia o pensamento de todas as coisas exteriores, no limite de suas possibilidades, e entrava junto com Ele. Procurava recolher os sentidos para que estes compreendessem que grande bem recebiam, quer dizer, para que não atrapalhassem a alma quando esta buscava conhecê-Lo. Ela se imaginava aos pés do Senhor e chorava como Madalena, como se O visse com os olhos do corpo na casa do fariseu; porque, embora não sentisse devoção, tinha pela fé a impressão de que Ele de fato estava presente na sua alma.

Porque, se não queremos ser bobos, cegando a nossa inteligência, não podemos duvidar. Não se trata de representação da imaginação, como quando consideramos o Senhor na cruz ou em outra passagem da Paixão, representando em nós o que se passou. Aquilo de que falo ocorre no presente e é inteira verdade, não havendo por que buscar o Senhor em algum lugar mais longe. Mas, visto sabermos que, enquanto o calor natural não consumir os acidentes do pão, o bom Jesus está conosco, aproximemo-nos Dele.

Pois se Ele, quando andava no mundo, curava os enfermos sem que estes precisassem mais do que tocar-Lhe as vestes, por que haveríamos de duvidar que faça milagres estando tão dentro de nós, se tivermos fé, e que nos dê o que pedirmos, visto que está em nossa casa?  Sua Majestade não costuma pagar mal a hospedagem quando encontra boa acolhida.” ,

- Moradas 2, 11: “Ora, pensar que entraremos no céu sem entrar em nós (entrar em nosso Castelo Interior), conhecendo-nos e considerando a nossa miséria e o que devemos a Deus e pedindo-Lhe muitas vezes misericórdia, é dasatino.

O próprio Senhor diz: ‘Ninguém subirá a meu Pai senão por mim.’ (…) E também: ‘Quem vê a mim vê a meu Pai.’ Pois, se nunca olhamos para Ele, nem consideramos o que Lhe devemos e a morte que sofreu por nós, não sei como O poderemos conhecer nem fazer obras em Seu serviço.

Que valor pode ter a fé sem obras? E o que vale estas se não se unirem aos merecimentos de Jesus Cristo, nosso Bem? E quem nos despertará a amar esse Senhor? Praza a Sua Majestade dar-nos a entender o muito que Lhe custamos e como o servo não é mais do que o Senhor. Que Ele nos mostre também que precisamos trabalhar para gozar de Sua glória; para isso, é necessário orar, (entrar no próprio Castelo Interior), a fim de não andar sempre em tentação.”

- Fundações 2,4: “A e a vontade amorosa de agradar a Deus tornam possível o que, pela razão, não o é.”